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Cura e Ordem - Doença e Inocência

Trabalhando com pessoas gravemente doentes, ainda não presenciei nenhum caso em que tudo estivesse em ordem na família.

Doença e inocência

HELLINGER: Muita gente acha que para os doentes a morte é ruim.

Não é verdade, em absoluto.

Para eles a vida é ruim. E eu sei por quê. Descobri isso.


Quem adoece gravemente e morre de câncer, por exemplo, sente-se inocente e pertencendo à família num sentido profundo.


E quem se livra da doença teme deixar de pertencer a ela se sobreviver.

E por isso prefere morrer.

Assim procedem as crianças pequenas.

É preciso dizer-lhes que isso não é assim.


Decidir-se pela vida, por um destino maior, produz na pessoa um sentimento de solidão.


Quem se desprende da mãe, do pai, de um irmão, ou de outra pessoa, tem de abandonar a união simbiótica com eles.


Só nas alturas, por assim dizer, somos fortes, leves — e sós.

Nesse modo de estar sós nos ligamos a muitas coisas, mas não com a mesma intimidade do nível simbiótico, pois agora nos ligamos como pessoas autônomas.


Cura e Ordem


HELLINGER: É uma verdade antiga, conhecida há muito tempo, que a doença também tem algo a ver com a desordem, não somente no corpo, mas também na vida, na família ou na alma.

Trabalhando com pessoas gravemente doentes, ainda não presenciei nenhum caso em que tudo estivesse em ordem na família.

Quanto mais grave a doença, tanto mais graves são os destinos na família, e tanto maior a desordem.

Assim, o processo de cura é ajudado se colocamos em ordem, da melhor maneira possível, o que aparece em desordem. Isso seria, portanto, trazer a cura por meio da ordem. Por isso trabalhamos aqui com ordens que curam.


Os padrões básicos são bem simples.

Colocar em ordem significa:

— incluir as pessoas que pertencem ao sistema;

— respeitar aqueles que são desprezados;

— despedir ou deixar ir embora da família aqueles que perderam o direito de pertencer a ela.

São estas, portanto, as ordens familiares.


(Livro: DESATANDO OS LAÇOS DO DESTINO Constelações Familiares com Doentes de Câncer - Bert Hellinger - tradução Newton de Araújo Queiroz)


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