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Dinâmicas Visíveis e Invisíveis no Relacionamento de Casal

Atualizado: 19 de ago. de 2021


Os Doze Princípios dos Relacionamentos nos Tempos Atuais


1º Princípio: "Sem você não poderia viver / Sem você eu estaria bem"...

Somos dois adultos que caminhamos com nossas próprias pernas, não duas crianças buscando seus pais. Sem você, sem você estou bem, mas sua presença e sua companhia alegram meu coração.


2º Princípio: Amo você por quem você é / Amo você por quem você é... ou melhor apesar de quem você é

É uma grande dádiva amar e ter empatia pela sombra do outro, por seu ego e suas dificuldades. Isso significa que somos capazes de reconhecer nosso parceiro em sua realidade mais oculta por suas sombras.

As relações de casal são um campo de crescimento onde as arestas do ego vão sendo aparadas graças ao amor compartilhado capaz de suportá-las.


3º Princípio: Faça-me feliz / Sinto espontaneamente o desejo de que sejas feliz

As relações de casal não foram pensadas para nos fazer felizes, mesmo sendo verdade que, sabendo articular todas as suas dimensões, poderemos experimentar algo muito parecido à felicidade. Sentimos que pertencemos a algo, que criamos uma certa intimidade, um vínculo e que construímos caminhos de vida.


4º Princípio: Quero estar em uma relação / Melhor me preparo para estar numa relação

O excesso de atenção a si mesmo e a individualidade sobreposta ao coletivo, ao nós, faz com que as relações de casal se tornem um campo incrível de liberdade e, ao mesmo tempo, nos expõe com mais frequência à solidão e incertezas. As duas coisas ao mesmo tempo. Se você quer estar em uma relação, trabalhe dentro de si para encontrar sua própria maneira de existir como parceiro ou parceira, todo o resto acontece por consequência.


5º Princípio: Te dou tudo / Melhor dá-me tanto quanto nos mantém na mesma hierarquia

As relações de casal são de igualdade em que devemos buscar equilíbrio e justiça para garantir que todos estejam no mesmo nível. Dar muito pode gerar no outro um sentimento de dívida, fazendo com que se sinta diminuído. O melhor é dar aquilo que o outro pode devolver de alguma maneira, já que trocas equilibradas e férteis trazem mais felicidade.


6° Princípio: Dá-me tudo / Dá-me o que você é, o que você tem e o que posso retribuir sem perder minha dignidade

Quando um parceiro exige que o outro lhe dê tudo, podemos suspeitar de duas coisas: a primeira, que essa pessoa é uma criança e, a segunda, que essa pessoa com toda certeza não aceitará nem valorizará o que recebe, porque está presa a um esquema de insatisfação nutrido pela demanda que, mesmo que seja atendida, não satisfaz. Melhor manter trocas positivas e gratificantes que negativas e prejudiciais.


7º Princípio: Desejo que seja intenso e passional / Desejo que seja fácil

Algumas relações transcorrem com fluidez e facilidade, não tem muito atrito. São o resultado de duas naturezas que estão em harmonia sem grande esforço. Outras vezes, tudo é muito difícil, apesar do amor. Quando uma relação é intensa e passional, muitas vezes acaba sugando nossa energia vital. Na verdade as grandes turbulências e os jogos psicológicos desgastantes e fatais tem a ver com reminiscências de feridas infantis e antigos anseios não atendidos.


8º Princípio: Luto por poder / Cooperamos

Vários séculos de luta e sofrimento entre homens e mulheres nos convocam a uma reconciliação. É maravilhoso quando em uma relação de casal os dois parceiros podem sentir dentro de si, de verdade e de coração, que não há nem melhor nem pior, que os dois caminham juntos. Não um por cima e outro por baixo, não um na frente e outro atrás. Há cooperação. São companheiros e amigos, irmãos, amantes e sócios. Um mais um é mais que dois. Bem no fundo, segundo minhas estatísticas pessoais, as mulheres costumam acreditar que são melhores que os homens, mas as mais inteligentes garantem que seu parceiro não perceba.


9º Princípio: Eu penso, você sente e, frente às dificuldades, salve-se quem puder / Rimos e choramos juntos, e juntos nos abrimos à alegria e à dor

Em seu processo vital, os casais enfrentam alguns assuntos que podem causar mágoas: filhos que não vêm, abortos, mortes ou doenças de entes queridos, reviravoltas econômicas existenciais...São assuntos que colocam à prova a capacidade de resistência do casal e que acabam fortalecendo ou corroendo as relações, trazendo à tona ressentimento e afastando os parceiros.


10º Princípio: Que seja para sempre / Que seja eterno enquanto dure

Entrar em um relacionamento significa também candidatar-se à dor de um possível final. Hoje em dia fala-se sobre monogamia sequencial, ou seja estatisticamente podemos esperar que cada um de nós tenha três ou quatro parceiros ao longo de nossas vidas, sendo obrigados a lidar com o consequente estresse e altos e baixos emocionais complexos que esse fato traz consigo. Quando não há um contrato institucional no caminho, temos a possibilidade de criar a relação dia após dia, à nossa maneira, e de viver o que a relação nos permite. Quando a relação termina, aprendemos a linguagem da dor, da leveza e do desapego, para, depois, retornarmos às trilhas do amor e da vida.


11º Princípio: Primeiro nossos pais ou nossos filhos, depois você / Primeiro nós, antes de nossas famílias de origem e de nossos filhos em comum

É importante entender que o amor se desenvolve melhor em universos ordenados de relação:pai e mãe devem ocupar a posição de pais e os filhos, a posição de filhos, o casal que se formou (que pode incluir filhos de relações anteriores) deve ter prioridade em relação aos relacionamentos anteriores ou à família de origem. Algumas pessoas dão mais importâncias aos filhos em comum do casal que ao próprio relacionamento, o que acaba criando mal-estar para todos. É de grande ajuda que o passado seja honrado, para que o presente eo futuro sejam lugares de paz. Ao mesmo tempo, um parceiro posterior deve saber que tem mais possibilidade de alcançar esse lugar de paz quando entende que os filhos de seu parceiro já existiam e que sua precedência deve ser respeitada.


12º Princípio: Te conheço bem / Cada dia te vejo e te-reconheço

Algumas pessoas não se relacionam com quem têm ao seu lado, mas com as imagens internas que formaram sobre essas pessoas ao longo do tempo. Vivem no passado e esquecem-se de atualizar-se dia após dia. Para evitar isso, ajuda muito ter uma percepção aberta sobre cada novo instante e não fazer suposições sobre a outra pessoa. O outro se ilumina quando o reconhecemos e o descobrimos como novo, e assim, nós também nos renovamos e rejuvenescemos.


(Joan Garriga Bacardí - Livro "Bailando Juntos - A face oculta do amor no casal e na família" – editora:simàvida)







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